Francisco César defende promoção turística com metas e diversificação das companhias aéreas nos Açores

PS Açores - Há 2 horas

O Presidente do PS Açores, Francisco César, defendeu uma estratégia de promoção turística com planeamento e metas e a diversificação das companhias aéreas que voam para a Região, apontando estas medidas como fundamentais para recuperar o turismo e reforçar as acessibilidades aos Açores.

Em entrevista ao podcast “Comissão de Inquérito”, da Rádio Observador, o líder socialista responsabilizou o Governo Regional pela falta de investimento na promoção do destino e na contratação de operações aéreas, rejeitando que a situação do setor se explique apenas pela Ryanair.

“Primeiro, não foi só a Ryanair que criou o problema do turismo. O turismo dos Açores está a cair há 11 meses consecutivos, porque o Governo Regional dos Açores achou que não precisava de fazer promoção dos Açores, contratualizar operações, muito menos manter a Ryanair a funcionar, a voar para os Açores”, afirmou.

Francisco César defendeu que a recuperação do setor exige preparação e continuidade: “Primeiro, a coisa que tem de ser feita para salvar o turismo dos Açores é passar a fazer promoção do turismo e fazer isso com planeamento e com metas, coisa que desapareceu, sabendo que hoje fazemos promoção e provavelmente os resultados vamos ter daqui a um ano, dois anos.”

Neste contexto, criticou a resposta anunciada pelo Executivo para a época baixa, considerando-a tardia. “Fazer uma operação, agora, que o Governo Regional anunciou para salvar a época baixa, é deitar dinheiro fora e vai pagar muito mais caro”, declarou.

O Presidente do PS Açores defendeu também a negociação com várias companhias aéreas, alertando para os riscos de concentrar todos os esforços num único operador. “Segundo, não se pode ficar apenas na mão da Ryanair, porque, se nós agora entramos em pânico e só queremos a Ryanair, vai acontecer que a Ryanair vai exigir o dobro”, afirmou.

“Portanto, é preciso falar com a Ryanair, com a EasyJet e com outras operadoras low cost. Nós precisamos de diversificar”, sublinhou.

Sobre os preços das viagens, Francisco César criticou a concentração da oferta na TAP e na SATA. “Nós vivemos num mercado liberalizado de transportes aéreos nos Açores, mas estamos na mão de duas empresas públicas. E não há nada pior do que ter um duopólio de duas empresas públicas que estão a fazer preços inacreditáveis para os Açores”, afirmou, acrescentando: “Nós não podemos ter os residentes a viajar por 600 ou 760 euros.”

O líder socialista criticou ainda o Presidente do Governo Regional por questionar as tarifas da empresa que tutela sem assumir uma intervenção para alterar essa política.

“Bom, se uma empresa fosse tutelada por mim e não estivesse a cumprir a sua obrigação de fazer preços de mercado, porque o que estão a fazer não é preço de mercado, é abuso de posição dominante, eu mandava a administração alterar essa política e, no dia a seguir, se não o fizesse, demitiria essa administração”, afirmou Francisco César.